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:: Quarta-feira, Agosto 25, 2004
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DOCE ENCANTO
Wanderlino Arruda
DOCE ENCANTO é o terceiro livro de Dário Teixeira Cotrim, poeta baiano, funcionário do Banco do Brasil ¿ Cesec Montes Claros. Um excelente prefácio de Lázaro Francisco Sena, coronel e professor, seu conterrâneo de Ceraíma também apaixonado pela baianidade e pela poesia. Para Lázaro, o livro de Cotrim fala da mansa rebeldia e do sensualismo bem comportado, sem descair na lascívia, um amor redivivo em todo o percurso, desvestindo o corpo feminino sem falso pudor, evidenciando formas dengues e encantos.
Dário Teixeira Cotrim, durante muito tempo, publicou poemas no Jornal de Domingo, suplemento do JORNAL DE MONTES CLAROS, sempre aplaudido por sua sensibilidade como cantor da beleza feminina, bom poder descritivo de formas, sem exagero de adjetivação. Seu forte é a saudade baiana pela terra em que nasceu, eterna lembranças de pessoas e paisagens, movimentadas tramas do tempo de menino, antes de ser tornar mineiro de Bocaiúva e Montes Claros.
Agora, com a publicação dos poemas eróticos de DOCE ENCANTO, toda a sensualidade da linguagem poética do autor explode, traduzindo imagens lúdicas e lúbricas, embora com o comedimento esperado, até mesmo porque, segundo tudo indica, a musa principal é Júlia, sua mulher, a quem dedica a obra num acróstico que fala de ¿único amor da minha vida em flor / lembranças d¿um passado com fatos / incomuns e desejos... e pecados.../ a cada instante na beleza deste amor!¿
Muitos são dos poemas, a maioria falando de aventuras vividas, outros com manifestações de sonhos e acordamentos, criativos em imagens que chegam a proclamar fogos de incontidos. Destacam-se pela sensação de vivência: Júlia, As Rosas, O Beijo, Eu Amo! Doce Olhar, Minha Musa, Nega, Escrupulosa, Clara e Negra, Lembranças, Deixa-me Sonhar e Teu Corpo Suave. A dúvida se Júlia é única inspiradora do poeta é que ele, possivelmente buscando inspiração nos estilos do Classicismo e Romantismo, cria o paradoxo claro-escuro, falando ao mesmo tempo de mulheres claras e mulheres negras: ¿É tão negra a doce Clara! É tão clara a doce negra...¿
¿São duas ninfas unidades / Num mesmo leito, vividas / Do mesmo gozo e desejos¿. ¿São dois corpos, loucas feras! / Que vivendo em primaveras / Vão se encontrar no infinito¿.
DOCE ENCANTO tem uma ilustração belíssima, num dos momentos mais felizes do desenho de Samuel Figueira. Nus perfeitos, que cantam e encantam, valorizando grandemente a concretização do elemento verbal tão sensível na poesia do Cotrim.
AGENDA
:: DENILSON REGO ARRUDA 8:41 AM
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:: Terça-feira, Agosto 24, 2004
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ANDARILHO DO SÃO FRANCISCO
Wanderlino Arruda
Após a publicação do livro ANDARILHO DO SÃO FRANCISCO a minha intenção seria parar e pensar no material que tenho engavetado, mas algo superior esta me forçando a falar de um novo assunto, como sempre ligado ao regionalismo, desta feita sairá o romance intitulado: O FLAGELADO.
Ao ler as paginas que se segue certamente o leitor irá perguntar:- Será que para esta autora, não existe riqueza no Brasil? Eu respondo:- Existe e muita, mas elegi um tema que me sensibiliza e me fere profundamente, os desajustes sociais. Sempre estive junto aos menos desfavorecidos, tentando ajudar de alguma forma, com isto, vou alimentando um sonho utópico; que seria acabar com a miséria que assola o meu rico e magnífico país. Se estivesse ao meu alcance daria a todos uma vida digna, com trabalho, educação e moradia, estas são as palavras base de todo desenvolvimento humano.
O povo precisa, de uma melhor distribuição de rendas, sem o abuso do poder, que fazem do pobre a grande vitima, e vão gerando os flagelados, os descamisados, os sem-terra e mais uma infinidade de parias, que vegetam diante da indiferença de muitos. Crianças, que representam o futuro, velhos que já contribuíram com trabalho, vivem catando no lixo ou jogados nas calçadas como mendigos. Por outro lado, as prisões abrigam milhares de braços fortes, que poderiam estar na lavoura, oferecendo alimento de graça para o povo que passa fome. Enquanto muitos promovem o esbanjamento desregrado, ou a opulência.
Desde de cedo, sem que eu percebesse a minha escrita foi direcionada para outro lado da existência humana; motivo de estar sempre descobrindo um novo drama no cotidiano, os quais vou registrando às vezes me transferindo como parte da historia. A emoção, amor e gosto pelo que faço.
Caros leitores, infelizmente, tudo que escrevo tem como fundo a realidade, que não gostaria de ver, nem sentir em minha volta, mas ela existe, e só não percebe os que se fazem de cego e vive esquecidos que também fazem parte do país e como tal, deve contribuir, milhares es fecham num comodismo pratico, somos todos responsáveis pela casa-pátria, ela nos abriga como mãe generosa, que perdoa todas as nossas agressões, e continua produzindo flores e frutos para alimentar seus filhos mal-criados, violentos e ingratos.
Montes Claros 22 de junho de 1983.
:: DENILSON REGO ARRUDA 3:57 PM
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:: Terça-feira, Agosto 10, 2004
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A POESIA DE DÓRIS
Wanderlino Arruda
Linda a poesia de Dóris,
Linda!
Muito de poesia:
beleza de juventude,
ritmo de meninice,
colorido de alegria.
Mil cores.
Confidência de Primavera,
Dóris deixa fluir e fluir-se
sem segredo algum.
O verso é cristal:
jorra e seduz, jorra sincero,
limpo e transparente.
Agradável sempre!
Dóris canta o canto,
não importa se o dia é dia
ou se a noite chega,
porque poesia tem cheiro-criança
e brilho de floresta mágica.
Toda criatura é de Deus,
Realidade sempre.
A música é livre
e o verso não é ilusão.
No infinito olhar de Dóris,
o além permite caminho
E o amanhã será sempre lindo.
Preciso é dourar a esperança,
preciso é viver e amar,
dispensando a visão de enfeites.
¿Felicidade é pés na enxurrada,
tamancos na mão,
alma ensopada
pingando paixão¿.
Mais do que isso
só banho em águas de fadas.
Ou dança com duendes
de múltiplas madrugadas.
Precisa mais?
http://www.wanderlino.com.br/poesias/
http://www.wanderlino.com.br/cronicas
http://www.wanderlino.com.br/espiritismo
:: DENILSON REGO ARRUDA 9:57 AM
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:: Domingo, Agosto 01, 2004
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PREFÁCIO
A filosofia e a poesia pairam em um plano superior e moram na mansão dos deuses, pois dão ao homem uma extraordinária liberdade.
A poesia de Wanderlino Arruda expressa essa liberdade, quando brinca com as palavras e versos cantantes, que lavram e louvam os albores da vida.
O intelectual esconde nos seus desvãos a alma de criança, o coração apaixonado do jovem, que iluminam a vida e festejam-na, transpirando ternura e revelando o avesso da angústia da existência humana.
Na fineza de seus poemas rebentam os aromas das flores e o perfume do amor. Com alma de artista, ele se debruça sobre a vida e o coração humano, desvendando sentimentos abissais.
Sua poesia é plena de sensualidade e espiritualidade: é a carne que palpita e a alma que voa e se ajoelha diante do Criador.
Cavalgando em seus sonhos, Wanderlino, com a sensibilidade à flor da pele, demonstra alegria, ternura, liberdade e inteligência fulgurante.
O que mais nos encanta é que nele a poesia jorra, como um córrego manso, cuja música nos toca o mais íntimo do ser. Ele não se atém a regras, não se prende a amarras, mas deixa toda a riqueza dos seus sentimentos fluir de maneira completa.
Assim como a filosofia só obedece à lógica, a verdadeira poesia só deve obedecer à emoção. E é isso que Wanderlino nos ensina com sua poética escritura.
¿O sereno vive em tempo-futuro
de enternecimento-ouro¿
É o poeta sempre otimista, acreditando na beleza, no amor e na paz.
¿Teus olhos, um esplendor,
cativam minh¿alma
e o meu querer¿.
E esses olhos, fica bem claro, são os olhos esmeralda da companheira de uma vida.
Além de tudo, que o faz tão gigante, Wanderlino consegue a façanha de poucos: estar eternamente apaixonado pela mulher, que, decerto, só pode ser uma deusa do Olimpo ¿
¿O destino viaja sensível
com o tilintar de auroras
ou de dourados crepúsculos.
Gostoso sentir vivências,
imagens lúdicas,
lúcidas de amor.
Amor!¿
Não se flagra nesses versos o filósofo-poeta-menino, cheio de alegria e amor? Wanderlino revela, com sutilidade, em muitos de seus versos, o imenso cabedal de conhecimento de que é possuidor, com o amor pela terra que o acolheu e tanto tem trabalhado:
¿A tua luz, Montes Claros,
é vigor e é ternura,
como terno é o entardecer.¿
O seu ¿Pai Nosso¿ é uma das mais belas expressões de fé e tecelagem literária que já tivemos a oportunidade de contemplar.
Ler Wanderlino, conviver com ele e aprender, é emocionar-se e beber sempre de uma água pura e fresca, que nos dessedenta a alma que vagueia por desertos.
Obrigada, Wanderlino, obrigada pelo privilégio de comentar a sua poesia. Obrigada, por ser meu amigo, meu irmão, meu colega, companheiro da bela e dura jornada de um caminho-espiral, que nos leva a Deus.
Maria Luíza Silveira Teles
Escritora, Consultora Editorial
http://www.wanderlino.com.br
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:: DENILSON REGO ARRUDA 12:21 PM
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