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:: Segunda-feira, Janeiro 24, 2005
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Quem sou¿
Antes de tudo, sou um leitor de todos os momentos, que procura saber sobre pessoas, lugares, coisas e acontecimentos. Pesquisador de semelhanças e constrastes, vivo bem quando navegando entre a razão e a emoção, parte no real, parte nas idéias.
Minhas leituras começaram aos onze anos, nas bibliotecas das escolas de Salinas e Mato Verde, livros de aventuras juvenis. O contato mais direto com a literatura começou em Taiobeiras, quando pude mergulhar, com profundidade, nas obras de autores portugueses e brasileiros, tanto nos romances como nos livros de história.
Observador de tempo integral, analista sempre que posso, tento tirar de cada momento lições úteis para uma melhor compreensão da vida, minha e de todas as pessoas. Irrelevantes as dimensões, sei que tudo tem o seu próprio valor. Por isso, o meu gosto em escrever crônicas que, do quase nada, sempre chegam a conteúdos de universos informativos e confessionais ou gostosamente lúdicos. Descrevendo pessoas, registrando ou interpretando fatos, coloco-me como partícipe das estórias, muitas vezes até mesmo da história, tendo sempre a esperança de estar oferecendo contribuições a possíveis leitores.
Em Short Stories, tive oportunidade de viver e reviver cada texto, antes e durante a escrita, passando os episódios ou as descrições nas lonjuras do tempo ou do espaço, seja em Brasília, seja em Paris ou em Lisboa, ou nos tempos das conquistas de Roma. Vejo tudo em coloridas e sonoras lembranças, ou, no mínimo, como se estivesse sonhando um rememorar de detalhes. Não se me desligar do meu próprio universo¿
Wanderlino Arruda
http://www.wanderlino.com.br
http://www.wanderlino.com.br/poesias
http://www.wanderlino.com.br/cronicas
:: DENILSON REGO ARRUDA 9:01 AM
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Comentários:
SECO SERTÃO
Wanderlino Arruda
Longas serras, cactos, distância,
cor de palha, quase cinza,
lonjuras de tons de verde,
tudo escaldante, infinito pó.
Terra e natureza mortas,
vegetal morto, morto o animal.
Em primeiro plano,
quase dentro de quem olha,
a seca é de ano inteiro,
perspectiva com ausência de vida,
em close, somente o sol.
Pouquíssimas presenças,
algo que é, sem nunca ter sido¿http://www.wanderlino.com.br
http://www.wanderlino.com.br/academia
http://www.wanderlino.com.br/rotary
:: DENILSON REGO ARRUDA 8:52 AM
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SONHA COMIGO, SONHA !
Wanderlino Arruda
Sonho, sonho,
doce sonho,
carinho-amor,
sonho-carinho,
tudo em majestade luz.
Cor sobre cor,
Cor dentro da cor,
tez e tom,
imagens de linda ilusão,
mais do que real,
numa curva do amanhecer.
Sonha comigo, doce menina,
como momentos de bom viver:
no meu amor,
em nosso amor,
ontem, hoje, depois de amanhã,
ainda e sempre!
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:: DENILSON REGO ARRUDA 8:52 AM
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LEMBRANÇAS DO CIRCO
Wanderlino Arruda
Isso mesmo! Quem não tem saudades do circo?
Quem não guarda, lá dentro,
no mais profundo da alma,
uma saudade menina
da primeira alegria no circo?
Quem não se lembra do primeiro velho palhaço,
roupas coloridas, frouxonas, cheias de longos babados,
espicha-encolhe, querendo cair toda hora?
Quem não se recorda do palhaço mais novo
fazendo negaças, pisca-piscando,
equilibrando como um joão-bobo,
piruetando em volta de si mesmo,
triste e alegre ao mesmo tempo?
Quem não conserva a visão das moças bonitas,
dos meninos e rapagões bem alimentados,
do forte e grisalho dono do circo,
de um domador vestido de preto lamê,
todos a sustentarem com força o equilíbrio do mundo?
Quem não se lembra?
Todos nós temos um universo de lembranças
de um novo ou de um velho circo,
dependendo de onde nasceu
e de onde viveu os primeiros anos de vida,
em cidade pequena o cidade grande.
Em nossas lembranças haverá sempre um circo.
circo pobrezinho de chão de poeira,
de lona furada, sem cores,
de leões já velhos, sem dentes,
de bicicletinhas para equilíbrio,
ou então de uma visão de brilho,
de rico luxo, de madrepérolas,
Com mágicos importantes a criar
mil fantasias de coelhos e bandeiras,
Como eram lindas as moças vendendo saúde,
os meninos louros voando em trapézios,
tudo mais que um sonho acordado!
Sempre guardaremos a lírica de boas lembranças,
a saudade gostosa do primeiro encontro com o circo,
jamais desfeita de nossa memória e de nosso coração¿
Nada há mais delicioso que o primeiro espetáculo de circo¿
Nada mais!...
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:: DENILSON REGO ARRUDA 8:51 AM
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DOCE SENTIR
Wanderlino Arruda
Acordo, penso, medito,
Sonho de muito querer,
viva vibração, visível sentir¿
em intenso relembrar.
Perceptíveis lembranças
em luzes de Primavera:
sensíveis e doces, gostosas,
mais do que lindas!
Muito de ler,
muito de ouvir,
tudo translúcido, quase real,
imaginação de muitas cores,
espiritual soprar de brisas,
delícia!
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http://www.wanderlino.com.br/historia
:: DENILSON REGO ARRUDA 8:50 AM
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CIRCO, MUNDO DE FANTASIAS
Wanderlino Arruda
Há pouco tempo, em Mirabela,
fui a um circo pobrezinho,
lona quase caindo aos pedaços,
um chão poeirento de fazer dó,
arquibancadas mais velhas que o vendedor de ingresso.
A trapezista e o equilibrista, coitados,
a gente não sabia se admirava ou tinha pena...
Parecia até a história do circo do Adauto Freire,
estória de um circo que acabou em Bocaiúva,
que ele contava com muita graça !
O circo, um acontecimento adorável,
quanta saudade renova na gente!
O que estava, em Mirabela, também era um circo!
Era um circo¿ E tinha palhaço!
E um palhaço, velho ou novo,
mesmo descalço como o daquele pobre circo,
em maravilhosos trejeitos,
representa um mundo de fantasias,
é acridoce poesia de sofrimento,
redesenho e halo de ilusão¿
Um palhaço, sabendo ganhar
e com esportiva sabendo perder,
é o que mais representa o circo,
um pouco de tudo que deveríamos ser,
para nunca deixarmos de ser felizes...
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http://www.wanderlino.com.br/academia
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:: DENILSON REGO ARRUDA 8:50 AM
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ENTRE A TERRA E O CÉU
Wanderlino Arruda
Entre a terra e o céu,
gosto de quase tudo:
das flores, da brisa, da luz,
principalmente de um verde-floresta
ou de um barulhinho de aguas
em tempo-descanso.
Gosto de tudo que ainda é criança
em albores do amanhecer,
sem vícios, sem manchas,
luzindo promessas de amor.
Mas, acima de tudo,
de mais do que tudo,
é de ti, minha querida,
o meu gostar,
o meu viver!
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http://www.wanderlino.com.br/academia
http://www.wanderlino.com.br/espiritismo
:: DENILSON REGO ARRUDA 8:49 AM
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SECO SERTÃO
Wanderlino Arruda
Longas serras, cactos, distância,
cor de palha, quase cinza,
lonjuras de tons de verde,
tudo escaldante, infinito pó.
Terra e natureza mortas,
vegetal morto, morto o animal.
Em primeiro plano,
quase dentro de quem olha,
a seca é de ano inteiro,
perspectiva com ausência de vida,
em close, somente o sol.
Pouquíssimas presenças,
algo que é, sem nunca ter sido¿
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:: DENILSON REGO ARRUDA 8:48 AM
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:: Domingo, Janeiro 02, 2005
::
CHARME-ESMERALDA
Wanderlino Arruda
Teu charme é existência muita,
Olhar de pura esmeralda,
sorrisos de plena alegria,
verde alegria,
insinuante, encantadora.
És cada vez mais linda!
Tua beleza desfila manhãs
com cintilantes majestades,
sedução, magia,
mágica sedução.
Em tua presença,
tempo é não-tempo,
vôo e sonho, encantamento.
As horas passam depressa,
saltitantes, lúcidas, lúdicas,
ligeiras, ligeiras,
brisa em vento de mar,
ou em montanhas de Minas.
Dizendo que a vida ilumina,
tua inteligência vibra e voa
com entusiasmo paira-pairando,
em desfiles de pura poesia.
Por onde passas, por onde vives,
com teus olhos tão verdes,
o horizonte deixa saudades
em definitivas lembranças.
Cada manhã é tempo de ser feliz,
eternidade de ti,
eterno tempo!
http://www.wanderlino.com.br/e_books.htm
http://www.agendas.blogger.com.br/
http://wander_biblioteca.weblogger.terra.com.br/
:: DENILSON REGO ARRUDA 8:55 PM
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CAUSA DE AMOR
Wanderlino Arruda
Ao teu lado,
bem pertinho de ti,
sinto feliz alegria,
aura de muito amar
envolvente e carinhoso,
doce como sonho
em meio da madrugada.
És beleza, brilho e luz.
Tez morena,
olhos de esmeralda:
um encanto.
Tua presença linda
desperta em mim
gostosa vida,
evidente causa de amor!
http://www.wanderlino.com.br
http://www.wanderlino.com.br/montesclaros
http://www.wanderlino.com.br/espiritismo
:: DENILSON REGO ARRUDA 8:53 PM
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Prefácio do livro SER COMPANHEIRO, de Reinilson Câmara
Só o homem tem e encontra na linguagem um meio de satisfazer anseios. A função tríplice de que fala Karl Buhler realiza-se pela necessidade de comunicação, seja na exteriorização de impulsos, seja na informação lógica de vividas experiências. São ¿ pela própria natureza humana - funções de instinto e de espírito, atuantes, reflexivas, dominadoras, emotivas, verdadeiras forças de agitação nos reflexos da atualidade física, resultantes diretos de lembranças atávicas dos mais recônditos compartimentos do eu evolutivo e eterno.
A poesia, na verdade, constitui um falar de quem tem e não tem o que dizer, às vezes no real, muitas vezes ou quase sempre no mítico ou no onírico. Poesia é um remexer de alma sedenta de afetividade e de carinho, de contato que o poeta teve ou simplesmente queria ter, independente de sua origem, cultura ou ideário.
Assim, buscando a realidade ou poetando, o escritor reveste a língua com todos os aspectos semânticos ou musicais, desde o utilitário, que pode parecer histórico, até o nobre e desinteressado, que o coloca na imprevisibilidade do futuro. O poetar acaba se constituindo de sonhados dividendos, fruto de construção do presente, muitas vezes pavimentado de reais e confessados interesses. O poeta vive e sobrevive de lucros emotivos, sempre cimentando a cadência das palavras pelas intenções que muita das vezes só ele pode saber. Tudo exigido ou não pelo imediatismo de um viver que nunca pode esperar.
Reinilson dos Anjos Câmara, que respira atos e atitudes de uma vida fecunda, sempre praticou a criativa arte de valorizar prosa e poesia, fazendo-se visível no interesse e na produção de inteligência em setores que muitos nem imaginariam chegar. Tem ele - jamais poder-se-ia negar - uma quase onipresença em setores de ideação do compreender e viver lídimas emoções, no passageiro e no definitivo de sua bonita existência. Tem realmente vivido para aprimorar feições marcantes da eloquência e dos sentimentos poéticos.
Agora, com mais um livro, o ¿ Ser Companheiro¿, faz-se mais do que tudo um personalíssimo desabafo, interpondo sensações de dúvidas e afirmações do que julga bom e agradável de cada momento, seja no aventurar ligeiro, seja no vagaroso contemplar de infinitas nuanças do permanente ocupar espiritual. Onde muitos poderiam entender como caminho de ilusões, ele constrói um cultivo humanamente concreto de sol de verão e de mulheres lúdicas, num adeus de doce mar e praias cristalinas.
Em ¿Ser Companheiro¿ , Reinilson dos Anjos Câmara é céu e é terra, mente e corações entrelaçados num vagar triste e alegre, fumaça de saudades de um trem que sobe e desce montanhas no conforto e desconforto de tardes e manhãs. São versos que nascem em cantos de Carnaval, cantando palavras que a luxúria da imaginação não pode deixar de se envolver. O verso nasce e renasce, memorizado pelas muitas experiências e de tudo que podem produzir os sonhos de quem teve a felicidade de nascer em montes claros.
Wanderlino Arruda
Academia Montesclarense de Letras
:: DENILSON REGO ARRUDA 8:52 PM
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CANTARES DE AMOR
Wanderlino Arruda
Explodindo meu amor,
se não o sabes,
oh! mais formosa das mulheres,
oh! mais linda e minha:
é entre o translúcido
do mais puro mel,
que apascentas os cabritos,
até os limites da tenda
deste teu alegre pastor.
Ás poldras do carro do Faraó,
às graciosas sílfides do amor,
te comparo, te vejo
e sinto, oh! querida minha,
oh! encanto de mulher-menina.
Fogosas são tuas faces,
sonoro teu jeito de ser
harmonia muita,
formosura sim!
Entre as belezas
dos colares de teus seios,
com incrustações de prata
e róseos diamantes,
enfeites de ouro farei.
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:: DENILSON REGO ARRUDA 8:50 PM
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